Volkswagen investe em prensa que quadruplica produtividade na fábrica

Volkswagen investiu em um novo equipamento para sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, que eleva em quatro vezes a produtividade na fábrica. A prensa, batizada de PXL (“Extra Large”), permitirá estampar até 3.400 peças em um turno de produção, o que segundo a montadora deve reduzir custos e consumo de energia.

O investimento faz parte do ciclo que se encerra neste ano de 7 bilhões de reais para toda a operação brasileira do grupo.

A prensa é um equipamento que estampa placas de metal, como aço, por exemplo. A área da estamparia é crucial dentro de uma linha de produção de veículos e é responsável por dar forma – literalmente – aos carros: nela, a chapa bruta sai “desenhada” do outro lado.

“Essa instalação permite que o processo de produção na estamparia da nossa fábrica tenha o mesmo nível de tecnologia e qualidade disponível no grupo mundialmente”, afirma Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América Latina.

 

Segundo a montadora, o projeto nasceu no final de 2018 e, mesmo diante da pandemia, manteve seu cronograma de instalação conforme o planejado.

A nova prensa será utilizada para estampar peças de todos os veículos produzidos sob a plataforma modular MQB, desenvolvida pelo grupo e que permite a produção de diversos veículos. Em São Bernardo, entram no modelo MQB o Polo, o sedã Virtus e o lançamento da marca, o SUV coupé Nivus.

De acordo com a Volkswagen, o lançamento do Nivus contribuiu para viabilizar o projeto da nova prensa, uma vez que o custo logístico das peças, que eram produzidas em Taubaté, no interior de São Paulo, foi reduzido. A fábrica também conta com uma prensa similar.

Nesta quarta-feira, 15, além da inauguração oficial da nova prensa, a montadora registrou o marco de 24 milhões de automóveis produzidos em suas três fábricas brasileiras, incluindo a de São José dos Pinhais, no Paraná.

Entre os indicadores de produtividade da nova prensa, estão a redução do consumo de energia elétrica em aproximadamente 7.000 megawatt-hora por ano, o equivalente ao consumo anual de 3.720 residências e a diminuição de até 60% dos ruídos e da vibração.

A estratégia vem em um momento delicado para a indústria automotiva, que registrou 90% de queda das vendas no pico da pandemia, em abril. O setor projeta que a plena retomada do mercado brasileiro não deve vir antes de 2025.